Em busca da cura
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 by Jéssica Vasconcelos
Esperança foi
a palavra que a guiava naquele dia. Óculos escuros escondendo seus olhos
avermelhados, os vidros escuros do carro erguidos não deixavam que ninguém a
reconhecesse. Guiando o carro com pressa, ela precisava chegar em casa logo,
para se esconder e processar tudo aqui que estava acontecendo. Ignorou sinais
vermelhos, motocicletas que se atravessavam na rodovia. Só queria deitar em sua
cama.
Chegou em casa
com a sensação de que estava fora a dias, como quem viaja para um país distante
por anos, mas só haviam algumas horas. Tirou as sapatilhas roxas que traziam a
sujeira e, a esperança, daquele lugar que havia visitado, e correu para seu
abrigo. Não podia ouvir aquelas palavras que haviam sido pronunciadas, doía
demais. Chorou, foi amparada, e chorou novamente. Jurou que não deixaria
escorrer mais lágrima alguma, pena que sabia que era impossível. Não resistiu e
mais uma vez chorou. Recebeu todo apoio que precisava, aquele amparo que não
havia chegado. Sossegou. Enxugou as lágrimas e recebeu apoio para seguir em
frente. Seguiu. Resolveu aceitar tudo o que recusava para sua melhora. Era difícil prever, mas a esperança é que ela
melhoraria.
Como já foi
dito, esperança foi a palavra que a guiou naquele dia. Esperança de que em um
futuro próximo, se liberte de todas aqueles textos e falas tristes, que a vida fique
colorida -com todas as cores alegre que existem- em um enorme clichê de comercial de margarina.
Que a felicidade chegue. Que toda aquela luta terrível acabe. Que aquele lindo
sonhe comece. Que tudo que há de mal, ao nosso redor, desapareça. Que tudo
fique bem. Amém.
(Ao som do clichê motivacional "Tente outra vez - Raul Seixas", escrevi algo que não devia compartilhar, algo que publico sem saber o porquê. Afinal, talvez tenha deixado muito explícito algo que me incomoda em descobrirem. Desculpem, por essa observação sem sentido, já é tarde e não sei mais o que digo. Só queria mesmo dizer, não deveria ter publicado um texto tão pessoal, com título alto-explicativo, mas mesmo assim, o coloco aqui, sem saber o motivo. Me despeço com a dúvida se desejo que essa página seja lida ou não.)
